Enquanto os homens exercem seus podres poderes Motos e fuscas avanam os sinais vermelhos E perdem os verdes Somos uns bossais Queria querer gritar setessentas mil vezes Como so lindos, como so lindos os burgueses E os japoneses Mas tudo muito mais Ser que nunca faremos seno confirmar A incompetncia da Amrica Catlica Que sempre precisar de ridculos tiranos? Ser ser que ser que ser que ser? Ser que essa minha estpida retrica Ter que soar, ter que se ouvir por mais zil anos? Enquanto os homens exercem seus podres poderes Índios e padres e bichas, negros e mulheres E adolescentes Fazem o carnava Queria querer cantar afinado com eles Silenciar em respeito ao seu transe, num xtase Ser indecente, mas tudo muito ma Ou ento cada paisano e cada capataz Com sua burrice far jorrar sangue demais Nos pantanais, nas cidades, caatingas E nos gerai. Ser que apenas os Hermetismos Pascoais E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvaram dessas trevas E nada mais? Enquanto os homens exercem seus podres poderes Morrer e matar de fome, de raiva e de sede So tantas vezes gestos naturais Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo Daqueles que velam pela alegria do mundo Indo mais fundo Tins e bens e tais. ---------------------- Thanks to (facu) for correcting these lyrics. Mar 31, 2008